Ascendente

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Visitante

Insecto, Madeira, Voador, Antenas, Contraluz, Natureza
Salaamu âleekoum!

Parede, branca Bicho, Bichinho, visita
H’ad saâid!

Os bichos que via quando era pequeno não são os mesmos que vejo agora. Voltei ao posto da minha infância e esta é uma dúvida que agora me acompanha.

Ou estou mais atento ou já não ando atrás de certos animais. Os que então me interessavam estão sempre lá, não me abandonaram. Os de vaca, as aranhas esqueléticas, as joaninhas, os pulgões.

Mas e agora os novos? Cada vez que vou à janela respirar as minhas pré-ocupações é um momento em que posso encontrar um novo bicho para guardar na minha estante mental.

Foi o que aconteceu há uns dias. Não sei o seu nome. Não mo quis dizer. Até foi simpático. Pousou com calma para a minha máquina, mudou a pose mais que uma vez e então, quando achou que já chegava, abriu as suas asas, sim tinha-as, e fluiu em direcção ao telhado.

De onde vem? Será estrangeiro ou indígena? Porque nunca o vi antes? Terá vindo de Marrocos em férias? Voou esta distância toda, terá vindo de barco ou à boleia? Que procura?

E as antenas? Certamente que, sendo magrebino, captaria as ondas da Antena 2. E que sinal! Sente os violinos com tal clareza e sente-se dentro da orquestra. Os bichos têm essa capacidade. É verdade! Quase que juro!

Pois, é isto que me intriga. E mais uma lagarta gooorda que uma vez vi. Escura e do tamanho de um dedo mindinho.

Uma feliz celebração do renascimento do Sol!

Inverno Feliz Egipto Nascimento
Celebremos o nascimento do sol!

Sol Natal Celebração Renascer dia 25 Dezembro
Cantemos! Que o sol é um menino e ainda só faz diabruras!


O Ascendente deseja-vos um dia 25 de Dezembro com muito calor! Que o passem da melhor forma: junto das vossas famílias.

Boas colheitas, muita saúde, muitas aventuras e muitos doces. Bons proveitos!

Alerta sobre o rio Noéme.

Alerta para a poluição no Rio Noéme Guarda
Foto: Márcio Fonseca - www.rochoso.pt

Viva! Volto finalmente a publicar. E a razão para tal é das mais nobres que pode haver. Então, o que me fez esquecer que o site está em obras e partir com urgência para esta mensagem? O rio Noéme. Serviço público portanto.

Não, não há rios na Madeira. Mas há no Continente. E é lá que está o Noéme. E o Noéme está poluído. Isso é mau.

O alerta parte do meu amigo Márcio Fonseca e tem como objectivo principal a despoluição deste belo pedaço de terra e água. Falo do Rochoso, aldeia do Concelho da Guarda que vê passar o rio Noéme.

O Márcio é do Benfica, faz chichi azul mas é mais verde que eu no que diz respeito a estas questões ecológicas.
Brincadeiras à parte, ao contrário da maioria das pessoas que só se queixa e nada faz, está a criar um movimento de alerta contra esta poluição que acontece desde os anos 80 e espera vivamente que essa situação possa finalmente mudar.

É trabalho mais de bastidores, lobbies e tal, mas há já uma face visível deste movimento através de artigos de jornal e do blog "Crónicas do Noéme". Este último meio pretende ser um espaço de denúncia e onde são abordados temas sobre o rio, desde a sua História, pessoas envolvidas, projectos de limpeza, entre outros.

E assim, a Natureza agradece a visita ao site e ainda a divulgação deste projecto. Contra a censura, a apatia e a ignorância. Viva!



Semilha

Semilha Batata Terra Comida Agricultura
Semilhas da terra.

A semilha. E o que é a semilha? "Semilha" vezes três é o regionalismo madeirense mais conhecido no continente logo a seguir à distorção "cont'nente". Semilha é batata. E não é "semelha". É "semilha". Assemelha-se, mas sabe mal.

É um exercício de simplificação: semilha aqui é a batata. E batata é a batata doce. Mas quando é frita diz-se "batata frita". É como maionese ser a Maionese, e ketchup ser Ketchup. E não vale a pena acrescentar mais nada. Nem sequer sal.

E quanto a isto, uma pesquisa no Wikipédia só dá razão ao madeirense: "Já a relação com a batata-doce é pequena, pois não compartilham género ou família, fazendo parte apenas da mesma ordem."

Existem milhares de espécies do solanum tuberusum e podem variar entre serem amarelas, vermelhas, ou roxas, mas testes de ADN revelam que todas elas têm a mesma origem numa mesma espécie. É plantada há mais de 7.000 anos no Peru e é costume as pessoas lembrarem-se desse facto por alturas do Natal. Combina bem mas, nada como bacalhau ou uma espetadinha, dizem. Dizem.

A semilha tem muito ferro e zinco mas isso não se nota no seu sabor. É a base da alimentação de milhões de perus pessoas por todo o mundo.

E porque dizer semilha e não batata, patata, papa, patada, potato ou coice? Quem trouxe a semilha para a Europa foram os espanhóis. Ao enviarem as sacas com as sementes da semilha para a ilha (a própria semilha é a sua "semente") tratavam-nas como tal: sementes - semillas. E o povo que gosta de tratar das coisas pelos seus nomes assim quis. Basta ir ao mercado e perguntar que vem logo um: "meu menino, a semilha tá a 55 cêntimos de eerio."

E por tudo isto, 2008 mereceu ser considerado o Ano Internacional da Batata.


Abóbora Moira

Carrinho de mão cheio de abóboras moiras estacionado em plena rua
Sempre a abrir.

"Sua cabeça de abóbora moira!" Eis como chamam aos cabeçudos. Os cabeças duras.

É muito fácil chamar nomes inspirados no reino vegetal. Veja: nabo, seu tomate, pimpinela, banana, cabeça de alho chocho, cabeça de feijão, bróculo, pevide, feijoneiro... Pronto, alguns foram inventados. É o que dá brincar com a comida.

A abóbora, que aqui é moira, tem no continente e outras bandas o nome de "chila". Não confundir com chinchila que é uma espécie não comestível de rato ou com cochinila que é uma espécie de pragazinha, e também não comestível. É originária do México e foi trazida para a Europa pelos franceses. Eis os pais da courge, e avós da pequena courgette.

A cucurbita ficifolia serve de boa base de sopa, mas hay que saber hacerlo senão torna-se numa papa medonha. Intragáveis memórias de infância. Vá que dá para fazer doces, compotas e tal. É muito rústica, de fácil cuido e de boa propagação.

Os porcos adoram-na.

Cereja em cima do blog

Cerejas no Jardim da Serra Estreito de Câmara de Lobos Apanha
Uma para a boca, outra para os pássaros.

Cesto cheio de cerejas vermelho natural apetitosas
Sirva-se.

Apanhar cerejas tem que se lhe diga. E o Almanaque 2012 vai dizer-lhe: dá trabalho, não rende nada mas dá prazer. E como toda fruta, sabe sempre melhor quando acabada de apanhar.

Segundo os antigos, devemos apanhá-las a cantar ou a falar. E porquê? Poder-se-ia pensar em superstições, feitiços ou algo do género, mas não. Nada disso. Devemos cantar muito porque assim não estamos a comê-las. Pensamento acertado visto que as melhores vão logo para os lados de boca mais próxima.

Um espectáculo digno são as cerejeiras em flor. Branquinhas, frágeis e angélicas, folhas pequeninas, ramos delgados e a paz de espírito e tal e os passarinhos a cantar mas, desengane-se pois a madeira desta árvore é tipo pêra rija, ou seja difícil de roer. Os marceneiros fazem as melhores camas com esta árvore. E outras peças de mobília também. Trabalho de mercenário?

Trazido para a Europa pelos romanos, originária da Ásia, dá-se bem em climas frios. Nas serras. Nos Jardins da Serra.

A apanha da cereja tem já largas tradições. Assim não é novidade cuspirem-se os caroços para os outros, fazerem-se as típicas arcadas de 138 cerejas em cada orelha (brincos em português continental) e ainda darem-se gritos de pavor quando, empoleirados, escorrega-se e quase se parte as "galhas" (da cabeça).

As cerejas comem-se que nem ginjas. Tem propriedades anti-oxidantes (mais uma fruta), mas também laxantes. Significa isto que, se a festa passar dos limites (200 a 300 gramas por dia), prolongar-se-á com certeza para a casa de banho mais próxima. Ou não, porque a pressa é inimiga da perfeição. E dos bons modos, dizem os antigos.

Ervilha

Ervilhas vagens plantar comida verde biológico
Grávida de gémeos.

Ervilhas, faltavam as ervilhas. Tinham de as deitar no prato. E como não podia haver sopa sem ervilhas, não podia haver blog sem ervilha.

E, ainda mais estranho, é publicar esta mensagem pois ervilhas é algo com que não vou muito à bola. A ervilha tinha tudo para ser um vegetal de sucesso pois tem forma redonda, é verde como a relva e dá para brincar com ela na hora do jantar e fazer uns passes por entre a loiça para o irmão desmarcado à quina da área mas... sabe a cimento!

Como é possível? Sim já toda a gente bateu com a dentuça no cimento e sabe a que sabe o cimento. Sabe a ervilha. É preciso azar.

A ervilha é um alimento que qualquer nabo consegue cultivar. Mas a sério. É muito fácil, basta deitar as pequenas bolas em direcção à terra, ir regando e fornecer apoio para irem subindo. Mas atenção porque nem tudo são rosas. A produção anual poderá não passar das 39 (trinta e nove, sim, trinta e nove) ervilhas. Mas falamos de produção biológica.

O Wikipédia diz que existem mais de 200 espécies (indistinguíveis?) deste legume. Mas todas sabem a cimento.

Em espanhol diz-se guisante, arveja ou pasme-se Márcio, chícharo. Já vai nisto, no feijão frade e na espécie de tremoço. Em italiano esta espécie, cujo nome científico é pisum sativum, chama-se pisello, o que é o mesmo para o "instrumento" do Homem...

E como isto já está mau, fica ainda uma palavra sobre o Ervilhinha. É o canalizador da zona (ou encan'lizador que é como algumas pessoas dizem). Não basta ser Ervilha, tinha de ser Ervilhinha. Não se sabe se se fez baixo por ser canalizador ou se se fez canalizador por ser baixo. Sempre ajuda caber bem por baixo da pia.
...

Semilha-porco

Super herói semilha porco batata morfologia
"Uma dama a precisar de sais naturais chama por mim!"

É uma semilha, não, uma batata, não, um porco, voador, não, uma nave espacial, não, uma mão aberta, não! É tudo isso!

É um porco voador feito de semilha (batata), que também pode ser uma nave espacial ou aquilo que quiser ver. Serão efeitos da gripe dos porcos, perdão, Gripe A, ou estarei eu infectado com uma gripe "imaginatória"?

Quem vai cavar semilhas para o almoço, sim, ainda há quem o faça, está sujeito a desenterrar pequenas pérolas como esta, que não são para porcos não senhor.

Bom e para quem ainda não viu um porco a andar de bicicleta, fica aqui este pequeno testemunho de um porco que, vindo da terra, tal qual Super-Porco a sair da cabine telefónica, salta a voar para a panela. Não, espera, afinal este porco ainda existe, que carne de porco é coisa que não me cheira, e ainda por cima nestas alturas.



Pêra-melão

Pêra Melão Cultivo Portugal Brasil Madeira Fruta
Os dois indígenas espreitavam por entre os arbustos.

Na Colômbia chamam-lhe cocona ou topiro, em quechua, cachum ou xachum, em aimará kachuma, ou ainda melão andino ou melão dos andes. Chamado de pepino doce ou pêra melão pelos brasileiros tem sabor a melão, a pêra e a kiwi e a algo mais a que as pessoas se lembrem.

Não tem muito a ver com um melão "normal" e pode ser semelhante ao tomate no cultivo por estacas ou pelo chão. Importante não confundir com o tomate inglês ou tamarilho ou tomate francês apesar desta pêra-melão ser da mesma família e a sua árvore, cor, formato e folhas serem completamente diferentes...

À confusão sobra-nos o pêra-melão, que é como dizer carne-peixe mas sem ser carne ou peixe, e ainda à espera do Bilhete de Identidade ou de Cartão do Cidadão que é como chamam agora. Vale o nome científico: Solanum Muricatum.

Fruta saborosa, refrescante, doce e um pouco ácida (!). Diurético e depurativo do sangue, rica em vitamina C, e outros compostos que agora não interessam mas que fazem bem. No Peru também mata piolhos, fortalece os cabelos ou cura das mordedelas de aranhas. Vem de um arbusto originário da América do Sul e dá-se por altitudes dos 200 aos 1200 metros. Resistente portanto.

É uma espécie muito curiosa e única pois não é um fruto feito de origem, importa as suas características da concorrência. E, a sensação que se tem no momento da apanha é de que se está a procurar ovos da Páscoa... Afastar as folhas e encontrar formas ovais amareladas, doces que se fartam e ainda por cima também possível na altura da Páscoa. Uma teoria desenha-se e não é tão descabida assim. Nascerá mais um novo nome:

Ovo-de-Páscoa-porque-me-apetece-também-chamado-de-pêra-melão-que-não-é-tomate-inglês-viagem-interestelar-garrafão-mata-piolho-nim-xonhonhó-capim-e-viva-Portugal?

Nêspera

Nêspera Nêspereira Galho Folhas
Cada uma, um festim.

Sabes que podes cair da árvore ou apanhar uma nêspera na cabeça por esta não ser tua e ainda assim não te importares muito com isso. Desde que possas ter o enorme prazer de comer uma nêspera - o fruto - mesmo acabadinho de apanhar, tudo está bem. E se ainda estiveres empoleirado na nespereira, maior a festa.

Originária da China, a árvore do magnório, que é como chamam no Porto, é muito generosa e propaga-se com alguma facilidade. Para equilibrar as coisas os seus frutos aguentam poucos dias após serem apanhados. Será então uma boa árvore para se ter mesmo à frente da casa. De uma casa grande. De uma casa onde logo ao acordar se possa ir à janela do quarto e pegar numas quantas quarenta a cinquenta logo para o pequeno almoço na cama. Nham, nham! (É o chinês para "experimentem que vão perceber").

Compostagem

Caixa de compostagem caseira madeira resíduos
Cá fora, a tranquilidade, lá dentro, tudo a fervilhar.

A compostagem é um conjunto de processos que levam à decomposição de materiais orgânicos. Serve para se obter uma espécie de adubo natural que eleva a qualidade da terra.

Este é um processo mais importante do que se possa imaginar pois não deverá acontecer apenas em termos agrícolas. Falo de um sítio imensamente importante, tão visitado e ao mesmo tempo desconhecido como as nossas mentes. Compostagem mental?

Este é um conceito inovador com a chancela Almanaque2012 e por isso deve ser apreendido tendo em conta a sua origem. Compostagem mental é como se pegássemos nos restos de coisas das nossas vidas diárias e o deitássemos numa caixa. Imaginem: uma discussão que não levou a lado nenhum: caixa! Restos de uma má disposição: caixa! Um mau exercício, uma má experiência, material diário inútil, más relações, etc, tudo para a caixa de compostagem.

Mas, afinal, não é isto que todos fazemos com maior ou menor sucesso e com maior ou menor noção? Sim, mas saber ajuda.

Isto tudo serve para nos tornar mais fortes, crescer e dar melhores frutos como pessoas. Eliminar os excessos, os resíduos e aprender com eles, deixando-os lá esquecidos, despejando-os ao sabor do tempo e à mercê dos processos naturais. Ter espaço para arejar. Se depositarmos todo o material mental inútil na caixa, e não para o lixo comum ou deixá-lo na nossa cozinha mental a apodrecer, iremos aumentar o nosso potencial. Um dito comum diz que as melhores rosas nascem no estrume.

Este é um processo que se vai aprendendo e a garantia de que se está a fazer bem é a não libertação de odores desagradáveis e a existência de pequenos bichos. Deixar que os bichos da decomposição entrem e os devorem. Deixar-se ir. Esquecer, relaxar e tirar partido deles. É ter assim um composto de mudança e de qualidade.

Salsa!!!

Salsa Ervas Aromáticas Agricultura Plantas
Sol, terra, ar e água.

Há o tipo de dança, o significar "molho" em espanhol ou a marca portuguesa de calças de ganga. E também há a de comer.

Pode vir do supermercado embrulhada num plástico ranhoso e durar poucos dias no frigorífico, pode vir cortadinha e seca dentro de ridículos frasquinhos de vidro, da casa da vizinha ainda fresca (a salsa, a salsa), ou da sua mini horta.

A salsa é uma erva com carisma pois é retro com estilo moderno. É uma europeia cool tipo Patti Smith com aspecto de mulher, londrina, berlinense ou catalã mas que devia ser elevada à condição de erva jet set pois é antioxidante! Uau! Tem propriedades medicinais, é rica em vitaminas A, B1, B2, C e D se consumida crua e é expectorante, mas isso é menos chique e não deve causar moca.