Ascendente

Câmara de Lobos vista pela luz

Câmara de Lobos, Madeira, Por do Sol, Céu, Viagem, Cabo Girão
No mar, a luz branca.

Arco Iris, Cores Chuva Espectro
Na serra, todas as cores.


Aproxima-se um dos dias mais curtos do ano. Um dia em que o sol trabalha menos. Deve ser por estar aí um novo período de férias. Ele está um pouco cansado e também merece descansar.

A tudo isto os senhores chamam de Solstício de Inverno. No próximo dia 21 de Dezembro o sol não se mexerá muito. Estará a posar para a minha máquina.

O inverno vem aí, e com ele a chuva, o sereno, o arco-iris e os anúncios a anti-gripais.

As folhas não perenes já não estão penduradas nas árvores. Engraçado que também eu vou deitando cada vez mais coisas fora. E muitas folhas de papel. É o meu Inverno privado.

Nas casas das pessoas também se renovam coisas. Compram-se novas mobílias, electrodomésticos, roupas, carros e outras coisas que agora não me lembro mas que muitas vezes não são necessárias.

A televisão é uma perda de tempo. Sempre foi, salvo raras excepções. E abundam agora, mais que nunca (?) os programas de "família".


As pessoas ficam mais excitadas nesta altura, seja porque compraram muitas coisas ou porque simplesmente têm frio e necessitam de um pouco de exercício.

O que até faz sentido. Come-se muito bolo, pão, chocolate, carne, açúcar e mais matéria gorda que o normal, bebem-se licores e outras coisas e é preciso depois deitar tudo isso para fora do corpo.

E eu, eu estou calmo. E estou à espera de rever os meus irmãos e de ter a família toda aos gritos, a mandar piadas uns aos outros. Mas das boas.

Estou bem. Vou receber ainda mais luz. Continuo a olhar o sol e o arco-íris.

E não esqueci-me de dizer que as pessoas, elas, também ficam mais parvas e lamechas com esta pouca luz invernal. Mas todas mesmo.

Celine Dion ou Pink Floyd?

Música opinião inquérito tampões para ouvidos silicone
Primeiros socorros. Cada vez mais útil em autocarros, comboios, parques de campismo e muitos outros lugares.

Gostos não se discutem, mas por vezes faz bem discutir. E uma pequena provocação aqui e ali até faz bem ao sangue. Fá-lo circular, assim para o redondo.

Por isso proponho que participes num pequeno inquérito que tem por finalidade tornar o mundo um melhor lugar para se viver. A tua participação torna-se assim de vital importância. Obrigatória diria.

Para isso basta que escolhas uma de entre as duas opções disponíveis no inquérito colocado na parte direita deste site.

Obrigado pelo esforço. Duas das minhas irmãs irão ficar-te gratos para sempre daqui a 24 meses. Bom, mais ou menos.

Feira do Gado

Make Love not Milk Vacas Feira do Gado Porto Moniz Hippies Love Animais Carnivorismo Desrespeito
Make love, not milk.

Lion Leão Selvagem Moda Velho Camisa Estilo Serra
Lion é selvagem.

Pinto Pintainho Galinha Rede Preso Maus Tratos Vegetarianismo
Futuro frango no espeto.


Provavelmente uma das festas mais populares da região. Dura 3 dias e tem lugar todos os anos no Porto Moniz (não dizer Porto do Moniz). Concelho no extremo oeste da ilha, o mesmo das piscinas naturais.

Apesar do nome, trata-se não só de uma feira de animais mas sim de uma mostra das actividades agrícolas, pescas e florestas.

O que acontece, basicamente, é que as pessoas acordam bem cedo, metem-se em excursões de camioneta (autocarro) ou em carrinhas e carros e motas atafulhadas de gente, dão meia volta à ilha, chegam, embebedam-se, comem que se fartam, vomitam, dormem, bailam, despicam-se e voltam a beber.

Aguardam-lhes vacas, bois, porcos, coelhos, e outras classes de animais. Vacas são sempre vacas, e cabras são sempre cabras, mas a verdade é que o fascínio mantêm-se. Ano após ano, nova romaria para ver novos espécimes mais gordos, maiores, mais "bonitos", mais mansos e mais et cetera.



Já não ia lá há muitos anos. Mas um convite de um avô não se recusa. Confesso que estava à espera de um massacre à antiga. Confusão, gente bêbada, castanholas sempre em rac, rac, rac, rac, raccc, pó, tropeções, mas afinal, afinal eu já estou crescido. Já ninguém se importa que eu me perda.

Acordar às 5 da manhã acabou por ser bonito.

Vistos os animais, as pessoas animais, as plantas, as actividades, as vendas, a festa, hora de voltar para a camionete. Aquela das excursões. Eu, o meu avô, mais 60 pessoas, um paciente motorista e ainda o irmão do Ervilhinha. O dia ainda ia a meio e seguiam-se outras paragens.

O aviso fora feito. Era hora de partir, de não esperar por ninguém, de deixar os bêbados em terra, de não se importar com os filhos dos outros que andassem perdidos. Afinal "quem quis o dinheiro do abono que agora aguente-se".

Tempos antigos.










Porcos Grande Xiqueiro Venda Mercado
Ah cowboy!

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Um pouco de gelo no Vinho Madeira.